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segunda-feira, 28 de março de 2016

LAVA JATO NÃO DEIXARÁ
TUCANO SOBRE TUCANO

Dilma tem apoio popular, o que falta para Eduardo Cunha, Paulinho da Força (réus no STF), Aécio Neves, Alckmin,
FHC, Serra, Aloysio Nunes, Agripino Maia, Ronaldo Caiado, Gilmar Mendes, todos golpistas.
O título é uma paródia à afirmação de Dilma Rousseff, no auditório da Basílica Nacional, em Aparecida, quando perguntada sobre a situação de Erenice Guerra, ex-chefe da Casa Civil no final do governo Lula. “Toda denúncia feita pela imprensa, em meu governo, será investigada. Não deixarei pedra sobre pedra”, respondeu a então candidata.

Estávamos em 2010. Era o dia 11 de outubro, véspera do feriado nacional do dia 12, quando os bispos receberiam na Basílica o candidato tucano José Serra. Dilma (a)bateria Serra nas urnas, para desespero dos conservadores, dos bispos que o apoiavam, dos coxinhas e daqueles que se deixam manipular pela Globo.

A Lava Jato começa a fazer água com a tentativa frustrada de Sérgio Moro em prender Lula. Fez mais água após a divulgação da lista da Odebrecht, que inclui os nomes de tucanos como Aécio Neves e José Serra, de Agripino Maia (DEM), Roberto Freire (presidente nacional do PPS) e Paulinho da Força, tidos como as principais lideranças do golpe em marcha.

Moro recuou. A “delação definitiva” da Odebrecht não foi aceita pelos procuradores da Lava Jato, obrigando Moro a decretar sigilo na divulgação da lista, que estava em seu poder desde 22 de fevereiro. Agora, o juiz de Curitiba resolveu não apenas libertar nove presos na última fase da Lava Jato, como remeter para o STF a lista da propina.

O crescimento da esquerda, o pipocar de manifestações contra o golpe comandado pela Globo, a união popular em torno de Lula e Dilma, a manifestação do próximo dia 31 em Brasília, as manifestações de juristas e a negativa de professores e intelectuais em dar entrevista à Globo, por considerá-la golpista, é sinônimo de resistência popular.

Os que defendem o impeachment sem crime previsto na Constituição não querem apenas o golpe. Querem incendiar o país. Querem a conflagração de um país quem nunca teve uma guerra civil, a não ser conflitos localizados como a guerra dos Farrapos (RS), a Balaiada (Maranhão), a Sabinada (Bahia), a Cabanagem (Pará), todas ocorrida no século XIX.

Nesta quinta-feira (31/03), haverá manifestação em Brasília em defesa da democracia e do estado de direito. Quem não puder ir à Brasília, poderá ir a São Paulo. A Concentração será na Praça da Sé. EU VOU!

Neste sítio explica-se cada uma das revoltas populares no Brasil império. São todas regionais. Os que pregam o golpe hoje, incentivam a conflagração nacional, pois as informações chegam aos mais distantes rincões do Brasil pela internet, no mesmo instante.