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sexta-feira, 18 de março de 2016

SKAF, CIDADÃO PINDAMONHANGABENSE,
É GOLPISTA E INDUSTRIAL FRACASSADO

Skaf, um industrial falido, dirige a maior federação de industriais do Brasil com mãos de ferro.
O texto abaixo, extraído do blog DCM (Diário do Centro do Mundo), traça um perfil genérico do presidente da Fiesp, que patrocina a ocupação permanente da Avenida Paulista pela turma que pretende derrubar a presidenta Dilma por força de um golpe inconstitucional, repudiado por juristas e intelectuais  renomados no Brasil.

Antes de passarmos à leitura da excelente  matéria do DCM, acrescento algumas informações sobre Paulo Skaf:

1. Paulo Skaf chegou a Pindamonhangaba nos anos 1980, ainda jovem, para dirigir o Lanifício Skaf, uma indústria de tecelagem que faliu em suas mãos.

2. O prédio do antigo Lanifício Skaf estava em ruínas, na Avenida Nossa Senhora do Bom Sucesso, na entrada principal do município, pela Via Dutra.

3. Entre 2005 e 2010, o galpão da antiga fábrica de Skaf foi repassado para a rede de faculdades Anhanguera, que o reformou e o utiliza como um de seus centros de ensino. Não sei informar se o prédio foi vendido ou alugado.

4. Em 2004, se bem me lembro, recém eleito presidente da Fiesp, Paulo Skaf foi homenageado com o título de Cidadão Pindamonhangabense no ginásio de esportes da Ferroviária, o maior da cidade.

5. Skaf possui uma mansão no município, inclusive com ponto de pouso para helicóptero. Os pindamonhangabenses se orgulham de tê-lo como vizinho e de vê-lo pedalando pelas ruas da cidade ou na estrada do Piracuama, caminho que dá acesso a Campos do Jordão.

6. Em 2004, Skaf convocou os prefeitos recém eleitos do Vale do Paraíba para uma reunião em sua mansão no Residencial Lessa, que ocupa um quarteirão inteiro. Iniciava ali sua carreira político partidária efetivamente. Os repórteres foram proibidos de assistir ao encontro. Uma empresa foi contratada para garantir a segurança do local.

7. Nas eleições de 2010 havia três pindamonhangabenses na disputa: Paulo Skaf (PSB) e Geraldo Alckmin (PSDB) para governador e Ciro Gomes (PSB) para presidente. A candidatura de Ciro foi retirada antes do pleito. Detalhe: Alckmin e Ciro são autóctones. Skaf é titulado.

Aqui, o texto do DCM

O paulistano Paulo Antônio Skaf, de 60 anos, foi empresário do ramo têxtil graças ao pai. É presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) desde 2004.

Sua influência se estende ao Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), ao Serviço Social da Indústria (Sesi-SP), ao Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-SP) e ao Instituto Roberto Simonsen (IRS) e ao Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

Embora seja presidente de uma federação no setor, Paulo Skaf não é proprietário de nenhuma indústria relevante. De acordo com jornalistas que cobrem o segmento de negócios, ele faliu a companhia fundada pelo pai e hoje só tem 1% de participação no Grupo Paramount Têxteis, de Fuad Mattar.

Suas poucas experiências de sucesso incluem passagens pelo Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem do Estado de São Paulo (Sinditêxtil) e pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT) duas vezes. A trajetória pouco robusta o distancia de Horácio Klabin, que fundou uma das maiores empresas brasileiras de papel e celulose até morrer em 1996 com 78 anos, e de Benjamin Steinbruch, que fez parte da privatização parcial da Vale e se tornou acionista majoritário da CSN.

A mediocridade de Paulo Skaf no ramo empresarial se reflete na em sua carreira política tardia.

Entrou no PSB em 2009, candidatou-se a governador no ano seguinte e obteve mais de um milhão de votos defendendo mensalidades para universidades públicas dentro de um partido, ao menos no nome, socialista.

A convite de Michel Temer, que havia acabado de se tornar o vice de Dilma, entrou no PMDB e tentou o governo contra Geraldo Alckmin. Perdeu, mas conquistou 4,5 milhões de votos.

Nas últimas eleições para o governo, ele não sabia explicar como dispunha de um helicóptero. O filho de Skaf, André, tentou construir um aeroporto privado em Parelheiros, no extremo sul de São Paulo, numa Zona Especial de Preservação Ambiental (Zepam). Em 2014, a prefeitura de Fernando Haddad barrou a iniciativa.

Fiesp, Sesi e Senai são bases que dão poder a Skaf em suas disputas eleitorais. Ele estruturou a máquina dessas instituições de modo que os funcionários são tratados como seu gado eleitoral. As táticas de mobilização forçada envolvem as três entidades.

A primeira consiste em “convidar” diretores e funcionários a participar de sua campanha eleitoral dele em postos estratégicos. A inclusão de membros da Fiesp obviamente gera benefícios.

As mesmas entidades ajudam Skaf com a distribuição de material de campanha dentro das escolas de São Paulo. A Fiesp já investiu, por exemplo, mais de R$ 10 milhões no reforço de ensino em uma cidade no interior de São Paulo.

A última iniciativa de PS é a campanha do “pato”, contra a implantação da CPMF defendida pelo governo Dilma. Em 2014, Paulo Skaf declarava-se aliado da presidente. Hoje pede a renúncia.

Depois do vazamento dos grampos de Sergio Moro sobre Lula e Dilma, no dia 16 de março, Skaf enviou uma mensagem no celular a um grupo de altos executivos. Dizia o seguinte: “Vocês devem apoiar o movimento pela renúncia da presidente Dilma!”.

Numa reação em cadeia, isso foi passado adiante para os demais departamentos.

O uso ideológico da máquina da Fiesp feito por Paulo Skaf gera, atualmente, uma insatisfação de empregados que não querem colocar suas opiniões políticas junto com suas funções de trabalho. E há também incômodos em outras instâncias.

“Não é só os diretores e funcionários que ficam contrariados. Há outros grupos vinculados à Fiesp insatisfeitos. A Federação dos Metalúrgicos do Estado de São Paulo é contra muitos dos posicionamentos. Mas a pressão dele prevalece”, disse a fonte.

A Avenida Paulista está fechada há cerca de 24 horas por manifestantes antipetistas que já agrediram um casal e um rapaz que andava de mala vermelha. Entre os gritos de “renuncia Dilma”, a agressividade dá combustível para palavrões e truculência gratuita.

Nunca uma avenida dessa importância teve carros bloqueados pela Polícia Militar de Geraldo Alckmin por tanto tempo sem tiro, porrada ou bomba. Justo a mesma PM que agride estudantes e esquerdistas. E nenhuma notícia relevante sobre trânsito se vê na imprensa.

E a Fiesp de Skaf serviu filé mignon num almoço para os líderes anti-Dilma nesta quinta-feira (17). Skaf é um pato da espécie dos oportunistas.