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quarta-feira, 6 de abril de 2016

QUEM GARANTE A GASTANÇA
DO PRÉ-CANDIDATO GUARÁ FILHO?

Outdoor de Guará Filho no Jardim América anuncia tradição de pai para filho. Mentira! Guará nunca teve vocação política
Aquele eleitor desavisado, que não é funcionário municipal, alheio à vida política da cidade, ao receber em sua casa um exemplar do Jornal do Servidor e, em seguida, deparar-se com um outdoor de Augusto César Guará Filho (há um no Jardim América e outro próximo à rodoviária velha) certamente pensará que se trata de um futuro candidato a prefeito de Taubaté.

Mas não é.

Guará Filho é pré-candidato a vereador. Para reforçar sua imagem pública, comprou horário na Rádio Difusora de Taubaté (duas horas na verdade), onde chega toda manhã cercado por um séquito de assessores informais – aquela turma que anda atrás de migalhas do poder e tornam-se serviçais baratos, dispostos a fazer qualquer tipo de atividade, desde que agrade ao chefe e possa lhe garanti, quem saber um lugar na assessoria de um possível eleito.

Guará Filho herdou do pai, Augusto Cesar Guará, com quem trabalhei na Rádio Difusora de Taubaté nos anos 1970, apenas o nome. O caráter do velho Guará não faz parte do DNA do Guará Filho. São figuras antagônicas, díspares. Se vivo fosse, Guará morreria de vergonha ao ver o filho fazer o que faz para conseguir um lugar ao sol no mundo político. Sua administração sindical é enganosa, pífia. Joga com a saúde do trabalhador para obrigá-los a se sindicalizar e auferir lucro para o sindicato.

O Ministério Público Eleitoral poderia ficar atento à gastança de Guará Filho na pré-campanha eleitoral. Não é barato manter uma estrutura de pré-candidato a vereador como se fosse pré-candidato a prefeito. Quem garante a gastança com cinco ou seis assessores, outdoors, jornais de campanha tamanho tabloide, 12 páginas e impressão a quatro cores? Para imprimir esse tipo de jornal a gráfica precisa ter impressora rotativa de quaro torres.

O jornal não tem anunciante, mas nas 12 páginas do tabloide Guará Filho é brindado com uma foto e em uma das páginas é “entrevistado” por sua assessoria para falar sobre um hipotético plano de carreira que não está nem no papel. Estes gastos não aparecerão na prestação de contas do futuro candidato Guará Filho.

Que tal o MPE fazer uma pequena investigação? Motivos não faltam!

Qual o dispêndio mensal de Guará Filho com a Rádio Difusora? Ele conseguiu os patrocinadores para bancar seu programa?

Qual foi a tiragem (quantidade impressa) do Jornal de Servidor? Quem pagou pela impressão? Quem bancou a distribuição? Para chegar em pontos distintos da cidade, o Jornal do Servidor pode ter tido tiragem superior a 40 mil exemplares. Sabe-se que Guará Filho esteve em Pindamonhangaba para conversar sobre jornal.

E os “assessores informais” que acompanham o pré-candidato em suas andanças pela cidade. Trabalham gratuitamente? Se não for intimado a se explicar agora perante a Justiça Eleitoral sobre a exorbitância dos gastos em propaganda pré-eleitoral de candidato, Guará Filho não o fará de livre e espontânea vontade no futuro.

É aguardar para ver.