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quarta-feira, 27 de abril de 2016

TREMEMBÉ ÀS ESCURAS

Professor Fábio Casagrande aborda, neste texto, o grave problema da saúde pública em Tremembé e o gasto milionário (R$ 6 milhões por ano) com a empresa particular Pró-Visão , para administrar o pronto-atendimento, pois o hospital está fechado

População fica cega ao saber que a Pró-Visão recebe 6 milhões/ano

O Capitão Mor Manuel da Costa Cabral, a caminho de Minas, parou em Tremembé para descanso. Vislumbrou a Basílica do Senhor Bom Jesus, com muita alegria e saudade.

Porém, a tristeza tomou conta do seu coração ao saber que o Hospital Bom Jesus estava fechado e o Pronto Atendimento era administrado pela Pró-Visão. Fato que o deixou CEGO.

R$18 milhões/ano é o orçamento para a saúde, mas R$ 6 milhões/ano entram nos cofres da Pró-Visão para, simplesmente, operar a saúde de Tremembé.

Cego, Capitão Mor se dirige até o Centro de Saúde, afinal, precisa de um oftalmologista, mas recebe a informação de que a marcação de consultas ocorre somente no 3º dia de cada mês.

7 é o número de postos de saúde para uma população de 44 mil habitantes. A Organização Mundial da Saúde recomenda 1 médico para cada 1000 habitantes.

1 posto de saúde para atender à população (5000 moradores ) dos bairros: Maracaibo; Flor do Campo; Alberto Ronconi; Poço Grande e Naudi. Tremembé paga aluguel pelo prédio?

Bairros Vera Cruz, Retiro Feliz e Padre Eterno não possuem postos de saúde.

Apenas 1400 crianças/mês recebem kits de Higiene Bucal, de um total de 5.300 crianças matriculadas na rede de ensino.

Secretaria de Educação não oferece tratamento odontológico para as crianças da rede de ensino. Apenas flúor.

Servidores Municipais não têm acesso a Convênio Médico. Tampouco, são valorizados.

Tremembé não possui informação sistematizada  sobre o atendimento médico-hospitalar de alta complexidade.

Capitão Mor não conseguiu marcar a consulta com o oftalmologista. Nem conseguiu colírio no dispensário (Centro de Saúde), pois estava em falta.


Assim, é necessário que Tremembé volte a enxergar como na letra de nosso Hino o belo pôr-do-sol da Mantiqueira Manoel Costa Cabral, se encantou. Da mata imaginou uma bandeira. E a nossa Tremembé ele fundou...