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quarta-feira, 13 de abril de 2016

TREMEMBÉ INUNDA A EDUCAÇÃO


Fábio Casagrande, professor

Tremembé está diretamente ligada à abundância das águas com terras baixas e alagadiças. Cortadas pelos meandros do sereno Paraíba do Sul e a Serra da Mantiqueira, com toda a sua imponência e beleza.

Apesar da abundância de recursos: 22 milhões oriundos do FUNDEB, mais cerca de 15 milhões provenientes do orçamento, ainda sim, a educação está submersa pelas águas.

O IDEB (índice para o desenvolvimento da educação básica) é 3,5 (6º ao 9º ano) considerado muito abaixo da meta que é de 6,0.

A educação que está submersa oferece apenas 1.252 vagas para o período integral. A meta estipulada pelo MEC gira em torno de 3.000 crianças.

Os cerca de 750 servidores da educação têm média salarial de dois salários mínimos e meio. Tampouco, uma política de reajuste salarial.

Os professores são obrigados a cumprir o HTPL (Horário de Trabalho Pedagógico Livre) nas escolas. Gerando cansaço físico e mental.

Recentemente, de maneira arbitrária, os professores que tiverem mais de 10 faltas médicas em 2016 perderão o direito a dobra já para 2017. Assim, terão seus salários reduzidos drasticamente.

A inundação é de tal magnitude que a prefeitura não oferece transporte escolar para os alunos do ensino médio. Assim, os formandos do 9º ano dos bairros: Retiro Feliz, Padre Eterno, Ronconi, Maracaibo, Poço Grande, Aterrado, Parque Vera Cruz e Bairro dos Guedes precisam desembolsar os valores da tarifa para se deslocarem até a Escola Manuel Cabral ( centro ).

Prefeitura fecha a escola no Bairro Kanegae trazendo transtorno às crianças que precisam enfrentar poeira ou lama até a escola do Berizal.


Portanto, traçar uma nova política educacional para Tremembé faz-se necessário, como ocorreu com o traçado do Rio Paraíba do Sul na década de 70. Para se evitar a destruição das plantações de arroz.