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sábado, 7 de maio de 2016

COVARDIA! REPITO: COVARDIA!

A "justiça" brasileira é a única no mundo ocidental que levanta a venda dos olhos para enxergar bem quem é o réu.
À exceção, talvez, de dois ou três ministros (tenho a impressão que estou sendo benevolente), nossa suprema corte é uma vergonha para o mundo jurídico mundial e um escárnio para a população brasileira.

A decisão do ministro Teori Zavascki de afastar Eduardo Cunha da presidência da Câmara dos Deputados é parte do roteiro golpista escrito por profissionais do ramo, onde tudo se encaixa perfeitamente para chegar ao epílogo com a prisão ou a morte do bandido.

Ao contrário dos contos de fada dos irmãos Grimm, na nossa história apavorante, real, quem se dá mal no final da história é a "mocinha", condenada sem provas e sem ter cometido qualquer crime.

Cunha perdeu a serventia após consumar o golpe para derrubar a presidenta Dilma, que resiste bravamente, como uma guerrilheira, aos ataques midiáticos ao seu governo e às forças de extrema direita que se juntaram ao poder judiciário (em letras minúsculas mesmo) para solapar nossa democracia.

O golpe está dado. Pagaremos com lágrimas de sangue o quem vem por aí.

A decisão tardia do ministro Teori Zavascki é a prova cabal de que no Brasil justiça só funciona quando é para punir, preto, pobre, puta e petista.

Eu sei do que estou falando.

Abaixo, texto extraído do blog Conversa Afiada mostra a covardia do STF nos últimos 80 anos:

Em 1936, o Supremo Tribunal Federal negou habeas corpus a Olga Benario Prestes, permitindo que ela, comunista, judia e grávida, fosse deportada para a Alemanha nazista, onde viria a ser assassinada num campo de concentração.

E em 1967, o Supremo Tribunal Federal negou o pedido de extradição do carrasco Franz Paul Stangl para ser julgado na Polônia, pelos crimes cometidos nos campos de Sobibor e Treblinka. Optou por autorizar extradição para a Alemanha, na condição de que Stangl não cumprisse prisão perpétua.

Em 1946, o Supremo Tribunal Federal desconheceu recurso contra a cassação do registro do Partido Comunista do Brasil. E o PCB foi fechado em plena democracia.

Em 1947, o Supremo Tribunal Federal negou recurso contra a cassação dos mandatos dos parlamentares do PCB.  E assim foram cassados Luiz Carlos Prestes, Jorge Amado, Carlos Marighella, Aparício “Barão de Itararé” Torelli e tantos outros (por uma das vagas abertas, tornou-se vereador em São Paulo o funesto suplente Jânio da Silva Quadros).

Em 1949, o Supremo Tribunal Federal negou habeas corpus ao chefe da Igreja Católica Brasileira, numa disputa com a Igreja Católica Apostólica Romana. E assim foi suspensa a liberdade de culto prevista na Constituição.

Em 1968, expurgado de três homes honrados (Vitor Nunes Leal, Hermes Lima e Evandro Lins e Silva), o Supremo Tribunal Federal passou a conviver bovinamente com o arbítrio do AI-5.

Em 1971, o Supremo Tribunal Federal sancionou o decreto 1.077/70, que estabelecia a censura prévia, contra o voto corajoso do ministro Adauto Lúcio Cardoso.

Em 1999, o Supremo Tribunal Federal mandou soltar o banqueiro ladrão Salvatore Cacciola.

Em 2008, o Supremo Tribunal Federal mandou soltar o banqueiro (...) Daniel Dantas.

Em 2011, o Supremo Tribunal Federal mandou soltar o médico estuprador Roger Abdelmassih.

Em 2012, o Supremo Tribunal Federal condenou e execrou publicamente José Dirceu, José Genoíno e João Paulo. Sem provas. Porque teriam “o domínio do fato”.

Em 2013, o Supremo Tribunal Federal revogou a Lei de Imprensa da ditadura. E junto com ela o Direito de Resposta, acertando suas contas com a Rede Globo.

Em 2016, depois de dormir durante seis meses sobre uma ação para afastar o presidente corrupto da Câmara dos Deputados, o Supremo Tribunal Federal só agiu depois de consumado o golpe contra a presidenta constitucional do País.

(Dedicado aos ministros Evandro Lins e Silva, Hermes Lima e Vitor Nunes Leal, jamais ali igualados.)