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sexta-feira, 17 de junho de 2016

GUARÁ FILHO, EXPLICA AÍ...


O presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Taubaté, Augusto César Nogueira Cortez Pereira, o Guará Filho, deve explicações à comunidade sindicalizada e, agora, à Câmara Municipal, onde está em andamento uma CEI que apura possíveis irregularidades na contratação de um plano de saúde para os servidores.

Ofereço aos vereadores que compõem a CEI dicas importantes que podem elucidar esta contratação. Se os vereadores cavarem fundo nesta CEI, Guará Filho terá muita dificuldade para explicar sua relação com a empresa contratada e o valor da comissão que sua empresa teria recebido na transação.

Explico:

Augusto César Nogueira Cortez Pereira é proprietário da empresa Guará Intermediação de Negócios Ltda ME, CNPJ é 17.579.064/0001-91, com endereço na Rua Professor Roque de Castro Reis, 194, Jardim Independência.

Detalhes:

1) De acordo com informações disponíveis na Junta Comercial do Estado de São Paulo, a empresa de Guará Filho foi aberta em 25 de janeiro de 2013 com o nome de Araújo & Cortez importação e Exportação Ltda, com capital inicial de R$ 20 mil, como comércio varejista de produtos alimentícios, com endereço na Rua Visconde do Rio Branco, 568.

2) Gabriela Mathias de Araújo Cortez Pereira, sua esposa, é sua sócia desde a abertura da empresa. O capital da empresa foi alterado quando Guará Filho passou a ser sócio-administrador. Ele ficou com R$ 19.800,00 e a esposa com R$ 200,00.

3) Em 4 de setembro de 2015, há apenas 9 meses, portanto, a empresa teve o nome alterado para Guará Intermediação de Negócios Ltda. A alteração é estratégica sob o ponto de vista comercial, pois permite a Guará Filho atuar como agente de publicidade.

4) A situação da empresa permite aos vereadores imaginar que a agência de Guará Filho é a responsável pela captação de recursos que “banca” seu programa na Rádio Difusora de Taubaté e os dois jornais que mandou imprimir contando sua atuação à frente do Sindicato. Comenta-se que o contrato é de R$ 18 mil mensais.

A Lei Complementar nº 1, de dezembro de 1990, em seu artigo 256, inciso XI, proíbe o servidor de participar de gerência ou administração de empresa privada e nesta condição transacionar com o município.

Estas informações, relevantes sob todos os aspectos, poderiam ser encaminhadas ao Ministério Público. Depende dos vereadores. Ou de algum sindicalizado.

Os trabalhadores, pobres trabalhadores, não tem sindicato que os represente.