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quarta-feira, 17 de agosto de 2016

ORTIZ JUNIOR: BIRRENTO E MIMADO

Vivendo o ocaso político, Ortiz Junior, cassado em três instâncias da Justiça Eleitoral, insiste em sua candidatura.
José Bernardo Ortiz Monteiro Junior, primogênito de uma família abastada, sempre viveu no bem bom. Seu primeiro emprego efetivo foi o de assessor do ex-prefeito Roberto Peixoto, que o demitiu por preferir os games no computador à labuta diária para a qual estava nomeado.

Ortiz foi candidato a deputado estadual em 2010. Perdeu, mas o objetivo era manter seu nome em evidência para a eleição municipal dse 2012, que venceu apenas no segundo turno, após a mais milionária campanha política de que sem tem memória na história política desta urbe quase quatrocentona.

Sua administração foi um desastre. As maiores críticas se deram na mobilidade urbana, por estar mais à vista da população, que mal sabe da PPP do lixo, um contrato bilionário, com duração de 30 anos, que poderá chegar a R$ 8 bilhões (oito bilhõs de reais) até seu final.

A população já esqueceu que Ortiz Junior responde a um processo por improbidade administrativa na 14ª Vara da Fazenda Pública da Capital por sua atuação clandestina na FDE, acobertada por seu pai José Bernardo Ortiz, para formar um cartel de empresas de onde, segundo o MP, recebeu propina de R$ 1,7 milhão, dinheiro investido em sua campanha eleitoral de 2012.

Poucos hão de se lembrar que Ortiz Junior foi condenado por fraude em São José do Barreiro. Nesta cidade do Vale Histórico, Ortiz recebeu R$ 44.400l para executar o plano diretor do município. Recebeu o dinheiro, mas não entregou o serviço. Foi condenado a devolver R$ 133.200,00.

O caso está no Tribunal de Justiça de São paulo e pode ir a julgamento a aqualquer momento. Poderá ser condenado em segunda instância, o que também o tornaria inelegível.

Os bens da família Ortiz estão bloqueados desde 2012, no montante de pouco mais de R$ 34 milhões. Mesmo assim o menino mimado conseguiu construir um posto de gasolina no Bonfim e montar um restaurante chique no Via Vale Shopping. De onde brota tanto dinheiro?

Cassado nas três instâncias da Justiça Eleitoral, Ortiz Junior se mostra birrento e mimado, fruto, talvez, de sua criação/educação privilegiada, preparado pela família para exercer o mais alto cargo político em Taubaté, de onde foi defenestrado definitivamente no último dia 1º de agosto, pelo TSE.

No dia 3 de agosto, apenas dois dias após a confirmação de sua cassação, Ortiz Junior divulgou nota oficial endereçada, via secretarias, a todos os funcionários municipais. Veja um trecho:

“Em três anos e meio, Taubaté passou por uma grande transformação. Zeramos uma dívida milionária da cidade, colocamos a casa em ordem e tivemos avanços inquestionáveis na saúde, educação, segurança, habitação e na limpeza pública.

Fácil combater a balela tucana.

A única grande transformação que houve foi no trânsito, que ficou caótico. A divida pode ter sido zerada, mas à custa do funcionalismo municipal, que recebeu apenas 3,78% de reajuste salarial.

A saúde foi terceirizada, sem nenhum benefício à população. Na educação, Ortiz Junior distribui quits escolares recebidos do governo federal como se fossem de sua “administração”.

A propalada segurança pública é feita por policiais militares que fazem bico nas horas de folga. Habitação? Onde? Só se foram construídas pelo governo federal pelo programa Minha Casa Minha Vida.

Ortiz Junior deve ter sido um menino mimado, que tudo podia e fazia birra quando não conseguia o que queria. Tomaram o pirulito do menino (a cadeira de prefeito).

Birrento, esperneia, se inscreve como candidato a prefeito e promete uma reunião no início da noite desta quarta-feira (17), para lançar sua candidatura e se dizer “injustiçado”.

Ortiz Junior não aceita o óbvio. Está cassado. Ponto final. O tucano vai lutar para se manter candidato, nem que para isso precise destruir o PSDB.