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terça-feira, 27 de setembro de 2016

TAUBATÉ CAMINHA PARA O
TERCEIRO TURNO ELEITORAL

Votar em Ortiz é jogar seu direito de escolher no lixo. É isto que você quer?
A eleição deste domingo pode se transformar num grande fiasco para os candidatos a prefeito de Taubaté. A inação dos concorrentes ao Palácio do Bom Conselho pode propiciar a realização de um novo pleito em 2017, caso o do próximo dia 02/10 seja anulado.

O tempo excessivo no horário eleitoral gratuito, a agressividade na campanha eleitoral de rua, com farta distribuição de “cartinhas” personalizadas a incautos eleitores que se sentem “prestigiados” com a atenção do candidato tucano são parte do problema dos demais candidatos.

Ortiz Junior não tem pejo em mentir. Distribui nas redes sociais ”jingles” maldosos, associando os adversários a políticos com grande rejeição em Taubaté, uma cidade conservadora e politicamente atrasada.

O único esquerdista a vencer uma eleição nesta urbe quase quatrocentona foi Lula, quando disputou a presidência em 2002.

A eleição deste domingo pode ser anulada se não alcançar os 50% + 1 dos votos válidos.

Haverá segundo turno se a votação do primeiro colocado for inferior a 50%.

Neste caso, Pollyana Gama (PPS) vai para a disputa com Saud (PMDB) ou Isaac do Carmo (PT). É bom lembrar que o PT tem uma militância aguerrida  pode surpreender.

Um jurista taubateano faz o alerta:

“Se um candidato eleito (eleições majoritárias) tiver seu registro indeferido ou seu diploma ou mandato cassados, com decisão transitada em julgado, serão realizadas novas eleições, independentemente do número de votos obtidos pelo candidato.”

Ortiz Junior teve o mandato cassado pelo TSE, mas a sentença ainda não transitou em julgado. O resultado da sessão de 1º de agosto deste ano ainda não foi publicado.

A cassação do mandato de Ortiz Junior redundou em seu afastamento da Prefeitura e o consequente indeferimento de sua candidatura à reeleição porque o tucano está inelegível por 8 anos.

O art. 145 da resolução 23.456/15 é claro como a luz do sol.

Art. 145. Serão nulos, para todos os efeitos, inclusive para a legenda:

I - os votos dados a candidatos inelegíveis ou não registrados (Código Eleitoral, art. 175, § 3º; e Lei nº 9.504/1997, art. 16-A);

II - os votos dados a candidatos com o registro indeferido, ainda que o respectivo recurso esteja pendente de apreciação;

Portanto, quem sufragar o nome de Ortiz neste domingo estará contribuindo fortemente para a anulação da eleição e a realização de outro pleito municipal entre 20 e 40 dias após a eleição anulada, conforme o art. 224 do Código Eleitoral.

NÃO PERCA SEU VOTO!