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segunda-feira, 17 de outubro de 2016

SERVIDOR DESABAFA CONTRA
MAUS TRATOS NA PREFEITURA

Servidor público de Taubaté tem pouco a comemorar, mas muito a reclamar. Principalmente de assédio moral e perseguição
O dias atuais estão tão tumultuados politicamente que por pouco não deixo escapar uma informação importante que recebi dia 27 de setembro deste ano, um mês antes da comemoração do Dia do Servidor Público.

Se a queixa foi feita a apenas 21 dias, não deve ter perdido a eficácia. Vamos a ela:

Olá, boa tarde!

Atuo em uma Secretaria da Prefeitura Municipal de Taubaté e gostaria de tratar sobre um assunto de extrema importância para o funcionalismo municipal.

Contamos com uma pessoa em um alto cargo que abusa de seu poder para desestabilizar subordinados de maneira constante e contínua. Constante e contínua.

Essa violência no trabalho vem acontecendo através de comportamentos como humilhação, ofensa, inferiorização, culpabilização, amedrontamento, punição e abalo emocional dos trabalhadores de TODOS os setores da Secretaria, colocando em risco a saúde física e psicológica dos mesmos e afetando o desempenho e o clima no ambiente de trabalho.

As práticas abusivas desse assédio moral organizacional tem o objetivo de melhorar a produtividade e reforçar o controle de forma exacerbada com cobranças exageradas e persistentes, além do estabelecimento de metas abusivas e crescentes por parte das equipes, onde é nítido que há:

1 - isolamento de colegas;
2 - impedimento da livre expressão sem justificativa;
3 - profissionais fragilizados, ridicularizados e menosprezados na frente de colegas;
4 - profissionais emocional e profissionalmente abalados, com baixa na autoconfiança e desinteresse pelo trabalho.

A pessoa ao qual me refiro neste texto mostra seu abuso com assédios morais nas seguintes situações relatadas na Secretaria:

1 - trata os servidores de forma ríspida, grosseira e com alto tom de voz (quando não aos gritos);
2 - inferioriza, amedronta e menospreza os profissionais em nome da secretária da pasta;
3 - não cumprimenta os colegas e é indiferente à presença de outros;
4 - solicita execução de tarefas sem sentido e/ou utilidade;
5 - impede a falta abonada em diversas ocasiões de forma injustificada, mesmo não atrapalhando o bom andamento dos setores - lembrando que esse é um direito do servidor;
6 - impede o pagamento de horas extras dos servidores, mesmo àqueles que atuam antes ou após o horário do expediente;
7 - não realiza jornada de trabalho semelhante aos profissionais da Secretaria;
8 - persegue colegas com diferentes visões políticas ou profissionais, promovendo, inclusive, a remoção de alguns para outros locais de trabalho.

Sistematizado nesta repartição pública, o assédio moral é um processo extremamente doloroso para aqueles que sofrem ataques repetitivos, transformando servidores competentes em doentes crônicos, improdutivos e inúteis para a cidade, como "nada", conforme relatos. Isso tem gerado, inclusive, mais pedidos de licenças médicas em todos os setores.

Assim, busco que a dignidade desses profissionais seja resgatada. Como eu, são diversas pessoas cujas famílias são atingidas pelas atitudes dessa pessoa na Secretaria, inclusive com diversas doenças constatadas entre os servidores.

Infelizmente, esse cargo comissionado é ocupado por uma indicação feita por uma vereadora e candidata à Prefeitura, com quem trabalhou durante longo tempo.

É necessária que uma apuração destes fatos seja feita, visto que os servidores da Secretaria não se manifestam sobre o assunto por medo de represálias.

Exposto isso, visto que é um problema geral no local de trabalho, há a possibilidade de o Ministério Público ser acionado para uma ação civil pública, com pedido de danos morais coletivos.

"É a impunidade que faz esse tipo de ocorrência continuar afetando a vida dos trabalhadores". (Arthur Lobato, psicólogo e jornalista)