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quinta-feira, 17 de novembro de 2016

ESTOU TIRANDO O MEU DA RETA



Não quero causar um cu de boi (confusão) na tumultuada vida política desta urbe quase quatrocentona, nem ser responsabilizado por divulgar uma gravação comprometedora, que fere de morte a justiça brasileira como um todo.

Estou tirando o meu da reta, por enquanto, até ter segurança jurídica que possibilite a divulgação da gravação que possuo. A mesma que certamente está em poder de dezenas de outros taubateanos. Sozinho, jamais serei capaz de enfrentar a fúria que se abaterá sobre mim se eu divulgá-la.

Não é o medo que me move. É a prudência de quem já sofreu cinco processos judiciais, dos quais ganhei quatro, e não tem dinheiro para pagar os serviços de um advogado. Minha situação jurídica é estável graças ao advogado Norberto Ribeiro, que me defendeu.

De certa forma, a partir das cortes superiores, todo o judiciário está contaminado. O que estou tentando dizer é que a gravação a que me refiro compromete ministros da justiça e pelo menos um deles a recebeu em seu gabinete. Ele se abalou com a citação de seu nome? Não!

Para não comprometer o autor da detalhada previsão feita antes das eleições, pois se trata de funcionário municipal que conviveu com Ortiz Junior e sabe detalhes de como o tucano conseguiria reverter sua situação em Brasília para ser inocentado e voltar à Prefeitura, como voltou hoje. Alguns empresários taubateanos participaram do conluio, mas estão calados.

Esclarecimento importante para os puritanos:

Antes de criticar o uso da palavra “cu”, saiba que ela existe desde o século XIV e é utilizada em várias acepções. Veja uma delas, extraída do Houaiss...

cu de boi
Uso: informal, tabuísmo.
1     Regionalismo: Brasil.
confusão, briga, envolvendo pessoas

Portanto, se e quando a gravação for divulgada, teremos um cu de boi político em Taubaté.