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sexta-feira, 4 de novembro de 2016

JUSTIÇA ELEITORAL FALA GROSSO
COM O PT E FININHO COM O PSDB

O voto salvador foi de Napoleão Nunes, mas quem comandou a absolvição de Ortiz Junior foi Gilmar Mendes
Desde a instalação da Operação Lava Jato, em 17 de março de 2014, a população foi levada a acreditar que se tratava de uma força-tarefa para combater a corrupção, que é generalizada no Brasil.

A caça ao PT, à presidenta Dilma e ao ex-presidente Lula foi se evidenciando na medida em que a Operação ganhava manchetes na mídia golpista (Globo, Veja, Estadão, Folha e etc) e avançava em direção aos (poucos) petistas encontrados no caminho da corrupção.

Apesar do esforço e do conluio mídia-justiça-parlamento, não conseguiram impedir a reeleição da presidenta Dilma. Foi o desespero dos conservadores.

A ideia golpista se fortaleceu. O Poder Judiciário, por meio do STF, permitiu que Eduardo Cunha abrisse o processo de impeachment contra a presidenta eleita democraticamente por mais de 54 milhões de brasileiros.

Eduardo Cunha, como se previa, perdeu a serventia.

Está encarcerado em Curitiba, para desespero de pelo menos 200 deputados que se apavoram só de pensar que podem ser delatados e passar alguns anos no xilindró.

Na crise política e moral pela qual passamos, crescem figuras como Gilmar Mendes, capaz de perpetrar as maiores aberrações jurídicas seja para proteger o PSDB seja para condenar o PT.

Tucanos julgados em tribunais presididos por Gilmar Mendes não precisam gastar milhões com advogados para se defender.

Gilmar Mendes se encarrega de fazer a defesa de réus tucanos.

Foi assim no julgamento dos embargos de declaração com efeitos modificativos na AIJE 587-38.2012.6.26.0141.

O advogado Norberto Ribeiro havia alertado que os ministros do TSE teriam que ignorar a Súmula 7 do STJ para transformar uma sentença condenatória em absolutória.

Foi o que fez o ministro Gilmar Mendes, presidente do TSE.

Atropelou o ministro relator Herman Benjamin. Atropelou a Súmula 7. Atropelou o entendimento do STJ para defender partidariamente os embargos de Ortiz Junior.

O tucano foi absolvido numa sessão esdrúxula, onde as regras e as súmulas dos tribunais superiores foram ignoradas por quem deveria defendê-las.

O Poder Judiciário, nas esferas superiores, está carcomido.

Leis são desrespeitadas ao bel-prazer de quem está se lixando para o que os outros pensem.

Importa o resultado das decisões.

Importa quem é protegido por decisões estapafúrdias, dando-lhe uma impunidade que o próprio beneficiário sabe que não merece.

Este é o retrato do Brasil atual.