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quinta-feira, 17 de novembro de 2016

OLÁ, ORTIZ JR! SATISFEITO COM
SEU RETORNO À PREFEITURA?

Ortiz Junior convenceu o ministro Napoleão Nunes Maia Filho (TSE)
de sua inocência. Quanto poder de convencimwento!
Sua volta ao Palácio do Bom Conselho não é para ser comemorada pelos taubateanos. O senhor sim tem que a explicar para nós, leigos, como conseguiu convencer o TSE a rejulgá-lo e absolvê-lo.

Este é um mistério que jamais será revelado, mas sei que tem gente que atuava ao seu lado que andou falando coisas que até  Deus duvida, sobre sua forma de “convencimento”.

Prefeito, o senhor cumpriu três meses de gancho imposto pelo Superior Tribunal Eleitoral, que confirmou a cassação de seu mandato em 1º de agosto deste ano, que acabou sendo revertida em uma das mais esdrúxulas sessões da corte eleitoral brasiliense.

Não sei como o senhor deve agradecer o voto do ministro Napoleão Nunes Maia Filho, se já não agradeceu, ou o empenho do ministro Gilmar Mendes em desqualificar as provas colhidas nos autos, para reverter sua cassação contra toda lógica jurídica baseada em súmulas dos tribunais superiores, que impedem o rejulgamento de coisas julgadas.

Mas estamos no Brasil, onde as cortes superiores pouco se lixam para as leis, desde que elas não sejam para punir petistas ou partidos insignificantes no cenário político atual. Leia aqui o que escrevemos sobre a sessão do TSE de 25 de outubro, que lhe devolveu a Prefeitura.

Sua volta não é triunfal! Pelo contrário, é drástica, na acepção farmacológica que lhe dá o Houaiss.

Os mais de 74 mil votos obtidos na eleição municipal deste ano não foi fruto de sua competência administrativa. Foi reflexo da alienação imposta aos eleitores taubateanos.
Mais de 51 mil deles não compareceram para votar. Sua votação foi de apenas 33,48% do grupo de eleitores taubateanos. O senhor não é unanimidade, como mostramos nesta tabela.

Na reta final sua campanha foi avassaladora e desonesta, principalmente associando a candidata Pollyana Gama (PPS), de forma pejorativa, à ex-presidente Dilma Rousseff, que a cada dia que passa mais fica comprovada sua honestidade e seriedade..

Cartas pessoais endereçadas a eleitores incautos, “musiquinhas” nas redes sociais, falsificação eletrônica de boletim do DivulgaCand. Um jogo sujo jamais visto em uma campanha eleitoral nesta urbe quase quatrocentona.

Vingativo como é o clã Ortiz, não duvido que agora tentem embaraçar o futuro político de Pollyana. Os Ortiz jamais admitirão concorrentes em Taubaté.

Ganharam nas urnas uma guerra suja.

Agora falta explicar como ganharam o jogo em Brasília e porque a justiça de 1º grau está segurando há mais de seis meses a sentença do emblemático caso das mochilas da FDE.

São mistérios misteriosos demais até mesmo para a compreensão de Agatha Christie