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sábado, 12 de novembro de 2016

QUE FARÁ O TSE COM TEMER?
O MESMO QUE FEZ COM ORTIZ?


A propina para Temer foi de R$ 1 milhão. Não ouço ninguém batendo panela nem vejo notícia na Globo. Por quê?
Os valores são diferentes e as formas de aplicação são as mesmas: campanha eleitoral.

O presidente golpista Michel Temer (PMDB) recebeu um cheque R$ 1 milhão para a campanha eleitoral de 2014, quando foi candidato a vice-presidente de Dilma Rousseff.

O prefeito afastado Ortiz Junior (PSDB) recebeu um cheque de R$ 33 mil, fora os R$ 66 mil em dinheiro vivo para a sua campanha eleitoral em 2012.

Em ambos os casos, o cheque é o documento que comprova a propina recebida.

Não importa seu valor. Importa é a utilização do recurso proveniente de fraude.

Este foi o entendimento do ministro Herman Benjamin, relator do recurso eleitoral de Ortiz Junior contra a confirmação de sua cassação pelo TRE-SP.

A cassação de Ortiz Junior foi confirmada na histórica sessão do TSE de 1º de agosto de 2016.

A argumentação fulminante de Herman Benjamin convenceu as ministras Maria Thereza Moura, Rosa Weber e Luciana Lóssio a acompanharem o voto do relator.

Os meses se passaram, Gilmar Mendes assumiu a presidência do TSE, a ministra Maria Thereza Moura, que se aposentou, foi substituída por Napoleão Nunes Maia.

Em nova votação do RE de Ortiz Junior, o rejulgamento do julgado em 1º de agosto, o ministro Napoleão Maia salvou as penas do tucano taubateano.

Mudou o voto da ministra Maria Thereza Moura, que havia condenado Ortiz Junior, para absolvê-lo do crime de receber um cheque (R$ 33 mil) utilizado para pagar os serviços de seu marqueteiro.

Ou seja, dinheiro de propina usado em pré-campanha eleitoral.

O mesmo se dá com Michel Temer.

O cheque é mais gordo (R$ 1 milhão), mas a utilização é a mesma: campanha eleitoral.

As informações dão conta que o ministro Herman Benjamin, da mesma forma que entendeu que dinheiro de propina abasteceu a campanha de Ortiz Junior, não pensa diferente em relação a Michel Temer.

Se Dilma tem culpa no cartório por receber supostamente recursos ilícitos em sua campanha, mais culpa tem Michel Temer.

O cheque está lá, nominal para Michel Teme.

Não temos apenas um presidente golpista. Temos um presidente é propineiro.

Lá como cá, semelhanças há.

O TSE vai julgar as contas da dupla Dilma-Temer separadamente?

Não duvido. Afinal, todos conhecem o presidente do TSE.