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segunda-feira, 10 de abril de 2017

A REVOLTA DOS SERVIDORES. PELO MENOS UM FOI DEMITIDO POR CRITICAR ODILA SANCHES

Servidores e professores se concentram em frente à Câmara Municipal ás 10 da manhã para repudiar Bernardo Ortiz
A manhã desta segunda-feira (10/04) de outono promete ser quente.  Professores e servidores municipais prometem protestar em frente á Câmara Municipal contra Bernardo Ortiz que, em entrevista á Gazeta de Taubaté, os chamou de ”vagabundos”.

A concentração deve começar às 10 horas da manhã.

Pelo menos um servidor foi demitido por protestar contra o abuso na concessão de licença-prêmio acompanhada  de uma pequena fortuna de R$ 78mil para Odila Sanches, a quem Bernardo Ortiz chama de esposa. As iniciais são GM.

A mensagem foi enviada na noite deste domingo (09/04), via Messenger, ao meu celular. Diz o seguinte:

“Oi Irani boa noite, gostaria de conversar com o senhor, expor uma triste situação que  ocorreu comigo na prefeitura”.

“Recentemente eu sofri retaliações do executivo municipal por conta de ter sido contra  o recebimento indevido da licença prêmio da madrasta do prefeito”.

E ontem (creio que sábado – 08/04) recebi uma carta de demissão”.

A truculência do clã Ortiz está exposta não apenas nas palavras do velho caudilho, mas também nas atitudes de seu filho, milagrosamente descassado pelo TSE no final do ano passado.

Abaixo, a moção de repúdio dos professores contra a concessão do benefício a Odila Sanches e á má-educação de Bernardo Ortiz

MOÇÃO DE REPÚDIO ÀS DECLARAÇÕES DO SENHOR JOSÉ BERNARDO ORTIZ, EX-PREFEITO DO MUNICÍPIO DE TAUBATE

Taubaté, 08 de abril de 2017

Nós, professores da rede municipal de Taubaté e servidores municipais, viemos a  público repudiar as declarações do ex-prefeito e pai do atual prefeito José Bernardo Ortiz, publicadas na edição desta data no jornal Gazeta de Taubaté e disponível no site http://gazetadetaubate.com.br/minha-esposa-e-melhor-funcionaria-do-que-50-desses-vagabundos-que-tem-ai-dentro-diz-bernardo-ortiz/ por entender que são demasiadamente ofensivas e desrespeitosas! Os servidores municipais foram publicamente chamados de “vagabundos”,”desqualificados”e que se valem de licenças médicas indevidas para faltarem ao trabalho. Primeiramente, entendemos que qualquer classe de trabalhadores merece respeito, em especial os servidores públicos, pois estes são os  que mantém o funcionamento de todos os serviços prestados à população de Taubaté. A ofensa generalizada e em público, além de denegrir a imagem dos servidores sem distinção,  depõe contra a própria administração municipal, uma vez que ela é a responsável pela gestão das pessoas que trabalham a serviço dos cidadãos taubateanos. Contudo, as ofensas foram uma tentativa de justificar uma grande incoerência que ocorreu na administração do pagamento das licenças-prêmio entre os funcionários da prefeitura desta cidade, onde uma funcionária, sua  esposa, com cargo de confiança optou pelo pagamento da própria licença-prêmio. Tanto foi, que o atual prefeito solicitou a devolução do dinheiro e disponibilizou uma lista de pagamento, para maior transparência em relação a essa questão.  Desse modo, fica ainda mais evidente o desrespeito, a grosseria e a prepotência do ofensor que, sem argumentos, proferiu inúmeras inverdades sobre o funcionalismo público municipal.

 Nós, professores, tomamos ciência do fato justamente num dia letivo de sábado, onde estávamos nas escolas servindo à educação de crianças e jovens em Taubaté.  Como representamos o maior número de funcionários, sentimo-nos na obrigação de esclarecer a população que os servidores públicos não têm capacidade intelectual inferior, pois somos admitidos por concurso ou processo seletivo, salvo os cargos de confiança que são escolhas do prefeito. As licenças médicas são avaliadas e controladas por peritos do SMOM (Serviço Médico Oficial do Município), médicos contratados para esse fim e os servidores municipais respondem aos seus superiores das diferentes instâncias dentro da hierarquia municipal, que, por fim, remetem ao próprio prefeito municipal. Entendemos que há medidas que não são ilegais mas são imorais como, por exemplo, usar do privilégio que se tem para benefício próprio. Quantos servidores não esperam há anos pelo pagamento da licença-prêmio enfrentando problemas de saúde na família, pagando juros altos aos bancos e cartões de crédito e passando por várias privações? Isso não dá o direito a nenhum de nós de vir a um veículo de comunicação e ofender os servidores e a administração da cidade.

Neste sentido, repudiamos todas as declarações deste senhor nesta referida entrevista e declaramos que nos sentimos extremamente ofendidos e desrespeitados. Sabemos que os cidadãos de bem podem e devem cobrar qualidade e eficiência nos serviços públicos, porém, dentro da ética e do respeito que norteiam as relações numa sociedade democrática e de direitos como deve ser a sociedade brasileira e taubateana. É devido aos servidores municipais ao menos um pedido de desculpas!
  
PROFESSORES E SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS

Vinculados ao MOVIMENTO PROFESSORES DE TAUBATÉ